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Bailarico Saloio

Somos um grupo que se
preza de representar a região a que pertencemos, a Região Saloia, adoptámos
esta moda como cartão de visita nas nossas actuações.
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Vira do Vinho
Diz-nos o velhinho ditado popular “Pelo S. Martinho vai-se à a adega
e prova-se o vinho”. Na nossa Região quando se ia à adega pelo S. Martinho
era para provar a água-pé. Os nossos antepassados assim o faziam. Muitas
vezes não se ficavam só pela prova.
O Saloio quando já estava com um grãozinho na
asa, pegava no acordeão ou na gaita-de-beiços tocava e cantava:
Era o vinho meu bem era o vinho,
era a coisa que eu mais adorava.
Só por morte meu bem só por morte,
só por morte eu o vinho
deixava.
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Vai p’ra Frente Brinca a Gente
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Chita da Minha Blusa
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Saloiinhos em
Festa
Era nas Romarias que o povo descansava um pouco do
trabalho duro do campo. Chegava o acordeão, o povo juntava-se em volta do
tocador cantava-se e bailava-se. Estava feita a festa.
Vira lá Maria, cada qual
com o seu par.
Alguns mais atrevidos ou bem regados pensavam
em roubar a parceira ao vizinho.
Vira lá Manel, meia
volta e troca o par.
Aí as coisas
complicavam-se e geralmente acabava tudo a jogar o pau.
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Ceifeirinhas

Era no Verão que esta moda era tocada e
dançada, na época da ceifa, e da desfolhada, em que os rapazes, aproveitavam
o tempo dessas tarefas, para deitarem a escada ás cachopas, cantando:
És a ceifeira mais linda, cá da nossa
freguesia.
Mas elas não se ficavam, aproveitavam e
respondiam do mesmo modo:
Já te dei a melhor prenda, que no meu peito
trazia.
Cantando assim piropos uns aos outros, alguns
lá arranjavam maneira de se aquecer no Inverno!
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Rosinha do Meio
. Vira
das Palmas
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Fado Batido
Os habitantes de Lisboa usavam o termo
“Esperteza Saloia”, com alguém que mostrava ser menos inteligente, ou que
cometesse alguma burrice.
Os Saloios vendo que a expressão os
rebaixava, vingaram-se usando aquilo em que os “Alfacinhas” tinham mais
orgulho, sendo para eles quase sagrado. A chamada canção de Lisboa, “O
Fado”. Eles pegaram nele, cantaram-no e dançaram-no.
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Valsa a Dois Passos

A Valsa é uma dança de Salão que se dançava
nos Salões dos Agricultores Ricos. Os Saloios que serviam nessas casas,
trouxeram esse tema para as suas festas e adaptaram a valsa à sua maneira de
tocar e dançar.
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Verde Gaio de Quatro
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Vira
de Um Pulo
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As Rosas
Esta moda era cantada pelas mulheres já
casadas, às moças namoradeiras.
Rosa que
estás na roseira, deixa-te estar que estás bem.
Avisando-as para os perigos em relação aos
homens, que diziam elas, nem sempre eram o que pareciam ser.
Não queiras saber ó rosa, o génio que os homens têm.
Quem nos protegerá a nós do mau génio delas?
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O
Enleio
Esta moda era uma moda que estava ligada aos
casamentos, onde sempre se dançava.
Os noivos normalmente dançavam no centro da
roda e os convidados enleavam-nos partilhando da sua alegria, desejando-lhes
assim boa sorte.
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Vira
Três Pulos
Esta moda que era dançada ao desafio. Tentava
o Saloio provar aos demais que era o mais resistente e o mais viril. Nesta
moda nenhum queria ficar mal visto, muito menos na frente das raparigas. A
moda chegava a repetir-se até que alguns eram obrigados a desistir, ficavam
só os mais valentes.
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Vira
de Sto. Estêvão

Esta moda é um vira que é um hino à nossa
Região, à nossa Freguesia e sobretudo à lenda que envolve o nome do nosso
Santo Padroeiro Sto. Estêvão.
Moinho
que mói! O lugar de Sto. Estêvão Sto. Estêvão, Sto. Estêvão
Mói
devagarinho É pequeno mas tem graça
Sto. Estêvão
dá-me a mão
E faz a
farinha, Tem um chafariz no meio Meu
santinho milagroso
P’ro nosso pãozinho. Dá de beber a quem
passa Que das pedras fez o pão.
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